
E com certeza com um ticão de energia e força da Serra da Barriga, em Pernambuco, que durante os séculos XVI e XVII fez manter este símbolo de luta negra no Brasil.
O filme de Cacá Diegues, Quilombo, abriu o dia e ajudou a entender melhor nossa história, aquela que não esta nos livros da escola, para a mulecada grande e pequena entender a tradição da dança da capoeira antes mesmo Pastinha e Bimba.

O projeto acontece graças a perseverança do puxador Buias, idealizador, e fica no Centro Comunitário Sacadura Cabral através da ONG Ação Cidadã Estrela D'Alva, que também possui a oficina de capoeira contemporânea da professora Meire e pelo professor Ganga.

A roda ficou maior ainda para a turma toda sentar com a gente e vadiar uma capoeira. A mandinga se estendeu pela noite toda e ficou ainda mais forte com os ensinamentos do Mestre Moreno e do Mestre Branco, jovens macacos velhos da capoeira angola.


Renovados, outra semana começou para continuarmos a luta pela nossa consciência negra a cada minuto.
"Mãe-África engravidou em Angola(Paulo César Pinheiro)
Partiu de Luanda e de Benguela
Chegou e pariu a capoeira
No chão do Brasil, verde-e-amarela
É de Angola,
Camará, que veio essa cantiga,
De Luanda,
É jogo, é uma dança, é uma briga
De Benguela,
No Quilombo da Serra da Barriga,
De Aruanda,
Capoeira chegou com a caravela.
É de Angola,
O meu corpo é de pingo-de-riga
De Luanda,
De maneira-de-lei é minha figa
De Benguela,
Sou aluno da capoeira antiga
De Aruanda,
Ganga-Zumba é que é meu sentinela.
É de Angola,
Mangangá nunca foi nem é de intriga,
de Luanda,
E esse sangue africano é minha liga,
De Benguela,
Capoeira que é bom ninguém instiga,
De Aruanda,
Se instigar vai provar o veneno dela."
Para fechar o mês da consciência negra, vamos participar do 1 Simpósio de Capoeira de São Bernardo do Campo com uma oficina de Samba de Roda, só chegar para satear!
Para saber mais sobre o evento é só acessar www.saobernardo.sp.gov.br