segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mês da Consciência Negra

O mês de novembro sempre é um mês cheio para os capoeiristas, e para o Grupo No Fio Da Navalha não será diferente neste 2009. Estamos de agenda cheia, e felizes por tantos convites. A jornada de atividades inicia-se no dia 14 de novembro, dia de nossa roda quinzenal (a partir das 18h) e que neste sábado trará um debate com o coletivo Kilombagem sobre a questão da consciência negra, zumbi, racismo, liberdade, etc. A discussão começará às 16h, e será acompanhada de uma salada de frutas (trazer frutas!) para que todos os capoeiristas se nutram tanto de informação quanto de alimento para aguentar a maratona de roda de capoeira e roda de samba que promete.


Dos dias 17 ao 28 de novembro, estaremos também realizando oficinas com crianças e adultos no Sesc Pompéia, localizado na Rua Clélia, 93, Pompéia, São Paulo, para saber informações sobre os horários, entrar em contato com o grupo através do e-mail cenoranofiodanavalha@hotmail.com . Dentro da programação do Sesc haverá homenagens a mestres e rodas abertas nas quais convidamos todos os capoeiristas a somar com seus axés.

No dia 21, o Grupo estará em Sumaré, interior de São Paulo, fazendo um festa juntamente com o núcleo No Fio Da Navalha Sumaré, aos interessados, iremos de van, vamos e voltamos no mesmo dia, para saber se há vagas, entrar em contato.

É um mês de festa e consciência, quem quiser vadiar, é só chegar!

Novembro, Mês da Cosnciência Negra.

O feriado de 20 de novembro é uma conquista para todo o povo brasileiro, fruto de muita luta do movimento negro, a data faz recordar-nos de nossas origens como afro-descendentes, não deixando que o passado escravocrata caia no esquecimento, pois um povo sem memória é um povo sem cultura.

"No Dia 20 de Novembro de 1965 morre Zumbi, o maior líder da resistência no quilombo dos palmares.

Os Quilombos eram locais de refúgio dos escravos fugitivos no Brasil, e alguns existem até hoje em forma de comunidades quilombolas.


O quilombo dos Palmares foi o que obteve a maior estrutura de resistência a longa data, sobrevivendo por mais de um século no período colonial, tendo como maior expoente e representante a conhecida figura de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros da história do Brasil. O dia 20 de novembro é conhecido como o dia da consciência negra por se tratar do dia de aniversário de morte de Zumbi.

Alguns dados citam algo em torno de vinte mil fugitivos e resistentes no quilombo dos palmares. Os resistentes e fugitivos sobreviviam através da agricultura própria, artesanato, pesca, caça, etc. Seus dois maiores líderes foram Ganga Zumba e seu neto, Zumbi.

Após várias investidas relativamente infrutíferas contra Palmares, o governardor e Capitão-general da capitania de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, contratou o bandeirante Domingos Jorge Velho e o Capitão-mor Bernardo Vieira de Melo para erradicar de vez a ameaça dos escravos fugitivos na região.

O quilombo passou a ser atacado pelas forças do bandeirante e, mesmo experientes na querra de extermínio, tiveram grandes dificuldades em vencer as táticas dos quilombolas, mais elaboradas que a dos indígenas com quem haviam tido contato. Adicionalmente, tiveram problemas para contornar a inimizade surgida com os colonos da região, vítimas de saques dos bandeirantes em diversas ocasiões.

Em janeiro de 1964, após um ataque frustado, as forças do bandeirante iniciaram um empreitada vitoriosa, com um contigente de seis mil homens, bem armados e municiados, inclusive com artilharia. Um quilombola, Antônio Soares, foi capturado e, mediante a promessa de Domingos Jorge Velho de que seria libertado em troca da revelação do esconderijo do líder, Zumbi foi encurralado e morto em uma emboscada, a 20 de novembro de 1695.

A cabeça de Zumbi foi cortada e conduzida para Recife, onde foi exposta em praça pública, no alto de um mastro, para servir de exemplo a outros escravos.

Os sobreviventes do quilombo afirmavam que Zumbi havia virado um inseto e que, quando ocorria um injustiça, ele voltava para fazer justiça."




fonte: http://caedunisinos.wordpress.com/2008/11/17/20-de-novembro-viva-zumbi/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ATENÇÃO!!!

A roda do dia 03 de Outubro foi cancelada em função do III Encontro Nacional Zungu Capoeira - Resistência Cultural, para que desta maneira, possamos disfrutar a reunião dos Mestres: Ananias, Russo de Caxias, João Grande, Bigo e Pilínio, em São Paulo.

Pedimos a compreensão de tod@s, e deixamos o convite para a próxima roda que acontecerá dia 17 de Outubro às 18 horas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Mestre Ananias na mandinga do No Fio da Navalha

Vestido todo de branco, sapato ilustrado e chapéu, a elegância e a experiência do Mestre Ananias esteve presente na primeira roda de setembro. O baiano de São Félix, um dos pais da capoeira paulistana, além das típicas broncas, deu uma aula com as estórias de Salvador e seus personagens. Citou seus Mestres: Waldemar da Liberdade com quem menino foi aprender Capoeira, Pastinha e Canjiquinha, este último que oficializou a Capoeira de Mestre Ananias ao lhe entregar um documento assinado e firmado em cartório. Relembrou também nossa ancestralidade cultural, desde a “dança dos escravos para disfarçar a luta” até as primeiras rodas da República, na década de 50.

Para os leigos, a roda começou atrasada após tanta conversa, no entanto, para o bom angoleir@, a capoeira começou bem antes do gunga começar a soar... Após tanto conhecimento, o coro “Povo de angola chegou, angola não pode morrer, angola vem da Bahia, todo mundo aprendê...” ganhou mais entusiasmo e emoção, e quem sabe tenha atráido até os espíritos dos antigos capoeiras, que, segundo Mestre Ananias, quando a roda é feita com axé, estes baixam para observar.
A energia rendeu um samba de roda até mais tarde onde Mestre Ananias cantou e tocou os tradicionais sambas.

Como tudo é capoeira, os regionais Bruce Lee, grupo Ginga Paulista, Negro Dú, grupo Berin-Bras, e Trancinha, grupo Volta ao Mundo, também compareceram na roda para vivenciar o universo da angola.
"Na capoeira, tem que respeitar para ser respeitado" - Mestre Ananias

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Notícias No Fio Da Navalha






Atenção: as rodas não mais serão fixas todos os 2º e 4o sábados do mês, e sim a cada quinze dias, desta maneira em alguns meses caí no 2º e 4º e em outros meses no 1º e 3º sábados do mês, esta decisão foi tomada em consenso pelo Grupo para que desta maneira nossas “festas” não bata sempre com as dos amigos Mestre Moreno e Mestre Cavaco, intercalando os meses podemos comparecer tanto na de um quanto na de outro.
Por falar em Mestre Moreno,... este prestigiou nossa última roda do mês de Agosto, grande amigo da Casa, Mestre Moreno vadiou com Contra-Mestre Cenorinha e alunos, demonstrando vigor físico e conhecimento na Capoeira Angola. Iniciado na capoeiragem paulista em 1974, Mestre Moreno é assíduo freqüentador da roda mais tradicional de São Paulo, a Roda da República. Atualmente desenvolve seu trabalho: “Centro Cultural Nagô Capoeira Angola” na Cohab II, em Itaquera, zona leste de São Paulo.
A última “festa” de agosto terminou com um já tradicional samba de roda de bom gosto.
Convidamos a todos para o próxima “festa” no dia 5,Venha vadiar No Fio Da Navalha.

sábado, 15 de agosto de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Anarquia, Artes Marciais e Capoeira Angola


O último dia 25 foi agitado para Contra-Mestre Cenorinha e o Grupo No Fio da Navalha. A tarde foi de bate-papo na Casa Da Largatixa Preta “Malagueña Salerosa”, onde Cenorinha e alunos participaram do evento (debate-boca) cujo tema foi: Anarquia e Artes Marciais – e que contou também com a presença do Shihan Otávio Domingo Lunardi, mestre de Karatê Heikokai-Do . Foi uma tarde de conversa, histórias e muita informação, onde primeiramente o eixo central da papeação foi o Anarquismo, que para aqueles que não sabem, é uma filosofia política primordialmente anti-autoritária, anti-capitalista e que propõem uma nova forma de organização da sociedade pautada sobre princípios libertários, entre eles a solidariedade, o apoio mútuo e a autogestão. Trocando em miúdos, o Anarquismo propõem que todos os indivíduos sejam realmente livres e iguais na sociedade, organizando-se de baixo(povo) para cima(podero$o$), afim de que não mais exista nem os debaixo e nem os de cima, horizontalizando a sociedade onde todos gozem da igualdade de direitos e oportunidades. Por ser anti-capitalista, o Anarquismo questiona a lógica da sociedade de consumo, que a cada dia gera mais alienação, lixo e poluição ao mundo, além de renda aos empresários e desejos nunca saciados aos da classe baixa, que acabam muitas vezes entrando nos caminhos tortos da vida em busca de Riqueza+Consumo=Poder . Por fim, para fechar este parêntesis sobre o Anarquismo, cabe finalizar dizendo que os libertários (anarquistas) buscam uma política além do Voto, por acreditarem que ninguém pode melhor tomar as decisões que eles próprios sobre suas vidas, por isso, nas eleições votam Nulo (em protesto) e no cotidiano organizam-se em grupos/assembléias para resolver problemas práticos do viver em sociedade.A partir do Anarquismo a discussão foi indo para o karate e as Artes Marciais até chegar na Capoeira. Que embora surgirem em hemisférios distintos do planeta, ambas artes foram criadas com um intuito social, de lutar contra as tiranias. Neste ponto, houve polêmica, pois diferentemente do Shihan Otávio Domingo Lunardi, Contra-Mestre Cenorinha não vê a Capoeira Angola também com uma arte marcial, e sim com uma expressão cultural (que envolve desde luta à dança), que o negro inventou contra a tirania do Capitalismo racista da época Moderna.A auto-disciplina também foi consenso como o Caminho para a Liberdade, sendo assim contextualizada na auto-organização de um grupo, como também na autonomia do praticante de qualquer arte ou luta. Muito mais foi debatido entre milhos cozidos, mexericas e chás servidos no centro da roda, para os que não foram, restam as fotos e a sugestão para novos debates.



O segundo tempo do sábado foi destinado a nossa Roda quinzenal, na sede do Grupo No Fio da Navalha. Numa noite de casa cheia, com Capoeira vinda até mesmo da Costa Rica (FICA), e que mostrou que na Roda da Capoeira só existe um idioma, a vadiação, e que o Axé da Capoeira, converge para o pensamento libertário de não respeitar as fronteiras criadas para controlar os homens e suas propriedades. A Capoeira se faz libertária em seu sentimento, no companheirismo, na ânsia por liberdade, no respeito dos que sabem que na roda, nunca joga-se contra, e sim com o camarada.

Muito Axé aos visitantes que quinzenalmente vêm prestigiar a Capoeira Angola da Sacadura Cabral, aos amig@s da Casa da Largatixa Preta, a todos mestres, alunos e visitantes virtuais.

Até a próxima roda.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

NFN - CEU Pq. São Rafael

Contra-Mestre Cenorinha e alunos do No Fio da Navalha visitam o CEU(Centro Unificado de Educação) Pq. São Rafael, onde Tales desenvolve um trabalho de Capeoira Angola com crianças. A visita teve como objetivo aproximar mais as crianças ao mundo da Capoeira, conhecendo mais do Contra-Mestre de seu professor, além também de entrosar mais a todos. A noite começou com uma breve palestra de Cenorinha, explicando as origens da Capoeira, as diferenças entre a Capoeira-mãe e suas vertentes, entre outros temas. Depois houve vadiação com as crianças e no final um “sambinha” de roda.

A cada dia mais percebemos o quanto juntos cresceremos, e não
quantitativamente, pois assim como as modas vem, elas vão,...crescemos qualitativamente, pois é este nosso objetivo, sempre evoluir, crescer, pois só paramos de aprender quando nos encontramos com a morte, e oxalá que esta ande distante.
NaCapoeira Angola 10
anos é ainda estar engatinhando, aprendendo a todo instante...
Que a alegria pura da crianças nos carreguem...
Que das sementes, nasçam frutos.

Bateria na foto: Alanzinho, Tales, Buias e Taciane.