NOSSO ANIVERSÁRIO DE 12 ANOS
A CASA ESTAVA CHEIA!
A ENERGIA ESTAVA TRANSBORDANDO!!
SEM DUVIDA FOI UM SÁBADO INESQUECÍVEL...


Maculelê, bate-lata, rumba, tambor, capoeira, berimbau, samba de umbigada, canto. Sábado, Dia da Consciência Negra, o No Fio da Navalha celebrou a resistência negra contra a escravidão de mais de um século do Quilombo dos Palmares com um tiquin de cada herança do nossos ancestrais.
Depois bancos na rua, portões abertos a galera toda do grupo e da comunidade do Sacadura se reuniu para assistir o grupo Lata de Ouro. Os meninos e meninas do bairro sacudiram a preguiça do escurinho do cinema com um batuque maroto dos instrumentos de sucata.
O grupo se juntou com o No Fio da Navalha para conhecer um pouco de rumba, um ritmo dos nossos manos cubanos, com a levada do pessoal da Rede Cultural Beija-Flor, que fica em Diadema, Eldorado.
Para não perder o costume e aproveitar a energia da capoeiragem, o dia do aniversário da morte de Zumbi de 315 anos acabou, pra variar na madrugada de domingo, com samba de roda daqueles com vinho e “meninas e meninos roxos”.
Parece que num ‘jogo’ só o sábado acabou com mais um dia do eterno Quilombo. Iluminado, com certeza, pelos nossos líderes, Ganga Zumba, Zumbi, Caierê e por toda a populacão dos Palmares."Mãe-África engravidou em Angola(Paulo César Pinheiro)
Partiu de Luanda e de Benguela
Chegou e pariu a capoeira
No chão do Brasil, verde-e-amarela
É de Angola,
Camará, que veio essa cantiga,
De Luanda,
É jogo, é uma dança, é uma briga
De Benguela,
No Quilombo da Serra da Barriga,
De Aruanda,
Capoeira chegou com a caravela.
É de Angola,
O meu corpo é de pingo-de-riga
De Luanda,
De maneira-de-lei é minha figa
De Benguela,
Sou aluno da capoeira antiga
De Aruanda,
Ganga-Zumba é que é meu sentinela.
É de Angola,
Mangangá nunca foi nem é de intriga,
de Luanda,
E esse sangue africano é minha liga,
De Benguela,
Capoeira que é bom ninguém instiga,
De Aruanda,
Se instigar vai provar o veneno dela."
.jpg)