terça-feira, 8 de junho de 2010

Cultura, Arte, Capoeira, Amizade!

Dia 12, antes da roda será exibido o filme Barravento, do renomadissimo diretor Glauber Rocha, o filme aborda questões chave para nós angoleir@s, como: Capoeira, Samba de Roda, Puxada de Rede, Candomblé, etc.

Venha, tod@s são super bem vind@s na nossa casa de Capoeira... Se puder, traga um refrigerante para compartilhar durante o filme, ou uma garrafa de vinho para o samba de roda.

Chega cum nóis camará!

terça-feira, 27 de abril de 2010

1º DE MAIO - Dia do Trabalhador

Nossa próxima roda será no dia 1º de Maio, bem no dia do Trabalhador. Portanto, cabe aqui no blog discorremos brevemente sobre a data, que ao contrário do que muitos pensam, é dia de Luta, não de Festa.
No dia 1º de Maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, trabalhadores organizaram uma manifestação em prol da jornada de trabalho de 8 horas diárias, com milhares de trabalhadores nas ruas. Nesta mesma data, uma Greve Geral foi conclamada nos Estados Unidos. No dia 3 de Maio, um pequeno levante urbano entrou em choque com a polícia, onde manifestantes foram assassinados. No dia 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto às mortes posteriores, quando que, nessa nova manifestação uma bomba explode entre a polícia matando sete agentes, a polícia então abre fogo contra a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos com a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a Internacional Socialista (orgão dos trabalhadores de todo mundo) reunida em Paris decide convocar anualmente uma manifestação em homengame aos mártires de Chicago e reinvindicando 8 horas de trabalho. Em 1891, uma manifestação no norte da França é novamente dispersada pela polícia, onde dez trabalhadores são assassinados.

A partir deste novo desastre, o 1º de Maio tornou-se o dia de LUTA dos trabalhadores de todo mundo por melhores condições de trabalho.
No Brasil, até a era Vargas (1930-1945) a data do 1º de Maio possuía o mesmo caráter de Luta que havia em todo mundo, fato muito incentivado pela movimentação anarquista e comunista no seio do movimento operário até então. O 1º de Maio era um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas. Getúlio Vargas, muito esperto, transfigurou o 1º de Maio como dia de Festa do trabalhador em seu dia, a partir de então, a data de Luta perdeu seu sentido, onde antes era um dia de reflexão, piquetes e passeatas, passou a ser dia de festas populares, com desfiles, etc. E assim se explica o que vemos atualmente, uma data em que o movimento sindical atrelado ao governo celébra shows, sorteios de casas e carros, tudo, menos reflexão. Não podemos deixar que a gênese de LUTA do 1º de Maio caia no esquecimento.

Assim como também não podemos deixar cair em esquecimento os Primeiros Trabalhadores do Brasil, os escravos negros, que foram capiturados como coisas nas savanas africanas, jogados em naus e açoitados durante séculos em solo tupinikim sob domínio dos portugueses.

OS PRIMEIROS TRABALHADORES DE NOSSA HISTÓRIA FORAM OS ESCRAVOS! (Índios e Negros)

Não esqueçamos de nosso triste passado, para que ele jamais se repita. 1º de Maio apesar de gênese européia, não tem cor, assim como trabalhador não tem pátria. TRABALHADOR é TRABALHADOR em qualquer lugar.
O 1º de Maio é uma LUTA de TODOS.

Como homenagem, aí segue uma poesía abolicionista de CASTRO ALVES.

A CANÇÃO DO AFRICANO

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...

De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E a meia voz lá responde
Ao canto, e o fillhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!

"Minha terra é lá bem longe,
Das brandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!

"O sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia
Ninguém sabe como é belo
Ver da tarde a papa-ceia!

"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar...

"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro."

O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
Pra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!

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O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sola nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.

E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!

(Recife, 1863)

domingo, 28 de março de 2010

Aniversários e Homenagem

Março é o mês de aniversário do No Fio da Navalha, e como não podia deixar de ser é mês de festas para o Grupo fundado no dia 17 de março de 1999 por Cenorinha, quando este então decidiu se desligar de seu antigo grupo por visões antagônicas de ver, pensar e praticar a Capoeira. Segundo Cenorinha, a intenção de fundar um Grupo de Capoeira Angola foi a de buscar os fundamentos da Capoeira em suas raízes, pois constatou que esta estava se perdendo entre modismos e inovações sem conhecimento, por isso, a atitude de ir atrás de Mestres antigos, de aprender com a ancestralidade. A missão do NO FIO DA NAVALHA é o resgate das tradições.

A festa de aniversário aconteceu no dia 20 de março, e contou com a apresentação de uma roda de rumba, onde Dijalma, Buias, Davi e Levino botaram fogo na percursão. Após a apresentação como é de praxe, teve roda de capoeira seguida de samba de rosa animado que adentrou a noite.
A roda do dia 20 além de clima de comemoração foi também de homenagens a Mestre Carapau, falecido na semana anterior. Carapau foi o primeiro mestre de Cenorinha, quem introduziu-o na Capoeira, fundador do Grupo Angolinha, foi aluno de Mestre Mello, que foi aluno de Mestre Zé de Freitas, que foi aluno de Mestre Waldemar da Liberdade. Registramos aqui, nosso respeito por Mestre Carapau e seu trabalho pioneiro na Capoeira do Abc paulista, há notícias de que ele estava por escrever um livro, esperamos que um dia suas idéias possam ser lançadas e desta maneira mais uma vez eternizadas, uma vez que já está viva em seus alunos.

E também, na semana anterior, no dia 14 de março, o Grupo participu da Festa de Aniversário da Casa da Largatixa Preta, que comemora em março 6 anos de Espaço Libertário aberto a iniciativas externas e que promove inúmeras atividades que vão desde discussões/debate-papos à oficinas e cursos livres.
É isso, e que agora ABRIL se apresente com muita energia positiva!

quarta-feira, 17 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Buscando mais.

Alunos do NO FIO DA NAVALHA participam do II Encontro do Grupo de Estudos da FICA-SP, o encontro contou com oficinas de Mestre Valmir, Mestre Cobra-Mansa, Mestre Bigo e Treinel Thiago de BH.

Márcio, Dú, Tatu, Alanzinho e Rattu treinaram três dias seguidos, para assim voltar pra casa e fazer bonito, além deles, Contra-Mestre Cenorinha, Buias e Berote também participaram das rodas do evento. Não ousamos pensar contra e nem ficamos de picuinha pois Womualy, Morena e Alê são grandes amigos da gente e sempre prestigiam nossas festas-rodas quinzenais.


É isso aê, Na Capoeira, apesar dos pesares, todos corremos juntos pois somos uma só família

Boas amizade é coisa rara e tem que ser cuidada como rosas num jardim. Axé.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nossa Próxima RODA!


Informe: Com Cenora na Bahia e Carnaval no Horizonte,

deixamos nossa próxima roda para o dia 20 de fevereiro às 18h.



Estão Tod@s Convidad@s!!!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um Ano Se Foi, Um Ano Chegou

Feliz 2010.

Hoje inicam-se as aulas no No Fio da Navalha (Sto. André).

O ano já começou cheio de axé com uma roda quente no sábado passado, onde Mestre Ananias mais uma vez contribuiu com todo seu conhecimento para fazer o ano começar com o pé direito.
Queremos desejar a tod@s um ano com muita saúde, capoeira e conquistas neste 2010.

Terminamos 2009 com a boa sensação de que muito acontceu e que muito está por vir.

Roda Na Materna

"De luta marginal a uma alternativa educacional" a capoeira com sua potencialidade cultural se transformou numa prática da pedagogia social para construção de individuos mais críticos, criativos e autônomos...

Nesse contexto o No Fio Da Navalha desenvolve um trabalho com crianças de 3 a 5 anos na Escola Infantil Materna com aulas ministradas por Buias.
Com essa mulecadinha, bananeiras e chapas - movimentos especificos, não funcionam tão bem como jogos e brincadeiras, que criativamente são usadas para aproveitar a energia dessa idade transmitindo movimentos e musicalidade da capoeira angola. Para sentir o axé um pouco mais de perto, no dia 27/11 alguns do grupo acompanharam Buias numa roda, onde pequeninos vivenciaram um pouco da arte capoeira.

Os alunos e o grupo jogaram, tocaram, cantaram, aplaudiram e nem virão a hora passar.

Roda de Fim de Ano.

Com a casa cheia, o No Fio da Navalha terminou o ano com uma roda de muito axé. Num coro só estavam reunidos os quatro canto do Grupo, Santo andré, Sumaré, Itanhaém, e Pq. São Rafael, mais capoeiristas visitantes e familiares e amigos que vieram assistir e cantar junto com a casa.

Nem muito grande, nem muito pequeno, o espaço se encaixou direitinho, ou melhor, as pessoas se encaixaram no "circulo" de energia para vadiar um jogo de dentro angoleiro que abriu a madrugadas que se estendeu com muita salada de frutas e samba de roda.

Meninas Preparando a salada de frutas...

Natal Anti-K na Matilde.

O chorinho do encerramento do ano foi no domingo, na Feira/Sarau/Festa Anti-Capitslista de Trocas com uma roda aberta. O evento propôs uma confraternização na contramão do consumismo natalino. Ao invés da cultura da compras, os organizadores propunham a contra cultura das Trocas, sejam elas materias ou energéticas. Com sarau, show, teatro, artes plásticas, o evento fechou com capoeira angola.
(Foto de Nati)